quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

O Mundo não acabou


Há muito tempo as pessoas vêm falando a respeito da data: 21/12/2012, que é hoje. Segundo o calendário da Civilização Maia esse dia representa o fim de um ciclo e imediatamente o início de outro.  

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Os Maias, uma civilização que viveu na América Central em meados de 250.dC, são considerados um dos povos mais sábios do planeta, devido à sua riqueza cultural e contribuição científica, mesmo que sem recursos.  "O tempo para eles era cíclico, portanto nada mais natural do que acabar um e começar outros", explica o historiador Vinícius de Lima Borba para o "terra". "A crença ainda via essa troca de calendário como uma troca de 'humanidade' - por isso dizem que a nossa vai acabar para começar outra". 

Alguns ficaram amedrontados, outros satirizaram o assunto. E eu penso que houve uma má interpretação dos fatos. Não há nada comprovado de que hoje seria o fim dos tempos, até porque não somos nós quem decidimos isso. Tudo não passa de mais um mito que as pessoas ouviram, não pararam para pensar nem investigar e logo dissiparam. 

Isso foi levado tão a sério que foi criado até o filme: "2012", dirigido por Roland Emmerich em 2009. O mundo parou para assistir uma suposição trágica de como seria o fim dos tempos. Confesso que me abalei com as imagens, mas não foi motivo para desespero porque é uma ficção.  

Por outro lado, deveríamos pensar com um pouco mais de calma nesse assunto. 2012 foi um ano tão marcante, com tantos acontecimentos inéditos, que a ideia de se começar um novo ciclo poderia ser levada à serio. Será que não está na hora do Ser Humano pensar mais na consequência de seus atos? Acredito que o mundo precisa de pessoas que não olhem apenas para o seu umbigo, mas que consiga enxergar o coletivo. Vamos mudar enquanto há tempo. 

O mundo não acabou hoje e acho que vai demorar mais alguns milhões ou bilhões de anos para isso acontecer. Talvez antes, por causa dos desastres naturais. Porém, quem sou eu pra afirmar alguma coisa? Melhor do que tentar prever o fim do mundo, é fazer a nossa parte tentando ajudá-lo.  

Espero que todo esse caos da Profecia Maia tenha pelo menos causado uma reflexão construtiva nas pessoas e que, realmente, um novo ciclo se inicie. 

O mundo não acabou e a fé também não pode acabar. Conseguem imaginar um mundo onde as pessoas não têm fé em Deus? Com certeza não será um bom lugar para viver, aí sim veremos o fim dos tempos.  

sábado, 15 de dezembro de 2012

Ano novo, nova chance.

Um novo ano se aproxima e junto com ele, novos planos. São promessas para emagrecer, para se dedicar mais ao trabalho e à família, para estudar mais, pagar todas as contas, gastar menos tempo na internet, arranjar um namorado (a), enfim... queremos sempre que o próximo ano seja melhor do que este. 

São esses planos que nos impulsiona e dá sentido a nossa existência. A realização deles depende única e exclusivamente de nós mesmos. É com fé, persistência e força de vontade que alcançamos nossas metas, sejam elas quais forem - Disso, eu sei que todos já sabem, mas é sempre bom lembrar.

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2013 está aí e eu me pergunto: Será que eu estou preparada para fazer novas promessas? Na verdade eu não sei, mas estou disposta a tentar a maioria que está na minha lista. Só que antes, eu acho importante fazer uma reflexão sobre o que vivemos nos últimos 12 meses. Pensar  se conseguimos realizar aqueles projetos de 2011 e o motivo pelo qual não conseguimos. Antes de enfrentar novos desafios, é preciso ter consciência daqueles que já passamos e avaliar nossos erros e acertos, para não cometê-los novamente. 

Renovar-se é preciso. Sabe aquelas coisas velhas que guardamos há tanto tempo, acreditando que uma dia ainda vamos usar? Então! doe isso para alguém que precisa, desapegue-se, dê espaço para coisas novas. O mesmo deve acontecer com o nosso espírito.  Aquele rancor que fica guardado dentro da gente, as promessas não cumpridas, algum desentendimento, etc. Tudo isso deve ser renovado, mas só é possível se houver espaço para essa mudança. 

É por isso que o tempo é dividido: Para a gente acreditar que há uma segunda ou terceira chance e não desistir nunca. É tão bom ter esperança e acreditar que tudo vai ser diferente daqui pra frente. Que seremos pessoas melhores e teremos uma vida melhor. 

Agora é hora de anotar nossos projetos e deixa-los bem visível para que não caia no esquecimento. Com isso, aos poucos vamos criando o hábito de cumprir metas e chegando cada vez mais próximos da felicidade.

Aproveite o novo ano,  queira uma nova vida e tenha novos pensamentos.

                                                                                                         Ana Maria Reis

sábado, 8 de dezembro de 2012

Falei pouco, mas falei de Amor.

Entre um post e outro,  percebi que um dos assuntos mais comentados pelos meus amigos do facebook é o amor. Pode ser uma frase sobre o fim ou o início de um relacionamento, uma imagem que representa o momento em que a pessoa está, etc... Exemplos: "O amor não precisa ser perfeito, ele precisa apenas ser verdadeiro"; "você não tem que perder pra dar valor, e sim dar valor pra não perder"; "quem ama a gente, a gente guarda. Quem a gente ama, a gente cuida". São frases prontinhas. Como se isso fosse um manual de instruções para qualquer relacionamento

É claro que tudo isso é lindo de se ver e é bom praticar certas dicas, mas pelo pouco que sei sobre o assunto, tudo isso foge da realidade prática. Aquilo que realmente acontece. Meninas dizem querer alguém que as trate como princesa, e vice versa. Mas na prática, raramente temos interesse naquela pessoa que nos elogia  a todo tempo, manda mensagem, se importa e nos presenteia com belas palavras todos os dias. Dizem que isso é uma "melação" e ultrapassado. Infelizmente, temos uma queda por quem nos ignora, maltrata ou não demonstra nenhum afeto por nós. Isso acontece inocente e  involuntariamente.

Não se trata de masoquismo, tampouco submissão. A questão é não aceitar nem suportar tudo em nome de um relacionamento. É bom ponderar e questionar-se mais, ou então, viverá frustrado e infeliz pra sempre. O que acontece é que temos uma visão muito deturpada em relação ao Amor. Discutimos sobre o seu significado porque uns dizem que é um sentimento, outros uma escolha, e ainda há os que acreditam ser sinônimo de entrega. Só sei que amor é algo divino e não  seria capaz de causar a dor que eu vejo causar em tantas pessoas.

Neste momento estou pensando na frase, que também li na rede social, "Tudo depende da importância que você dá". Acho isso magnífico. Dar o devido valor para cada coisa é uma tarefa complexa, mas de extrema importância. Talvez pensar em estudar, trabalhar, passar mais tempo com a família e amigos seja mais importante do que entrar em decadência por causa de um "amor" frustrado ou não correspondido. Temos que nos preparar, mas só possível por meio de tentativas e mais tentativas.

É claro que existem os momentos de frustração e angústia, mas isso não pode dominar o todo. A sensação boa e de reciprocidade deve prevalecer. E se não prevalecer, reveja seus conceitos de Amor e pense no que isto está contribuindo pra sua vida. Talvez seja apenas uma experiência  

                                                                                                                                  Ana Maria Reis

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Um pouco sobre leitura.


-texto elaborado com base no questionário de pesquisa do estudante de Jornalismo, Alan Toledo.

A leitura é, sem dúvida, o principal meio para o desenvolvimento cultural e intelectual do ser humano. Desde criança temos que criar o hábito da ler, para que cresçamos conscientes da sua importância, mas isso só é possível por meio do incentivo dos pais e da escola.

Sinceramente não leio muitos livros, em média dois por ano. Prefiro artigos e revistas. Gosto de livros de autoajuda e romance, mas leio as obras literárias que são exigidas durante ao meus estudos. Acredito que independente do conteúdo, é importante ler livros porque eles enriquecem o vocabulário e facilitam a escrita.

As escolas públicas são unânimes em relação ao incentivo à leitura, desde o primário. As crianças não são acostumadas a ler e acabam crescendo com esse erro. Mesmo que haja a obrigatoriedade das bibliotecas nas escolas, ainda não resolve porque elas são pouco frequentadas. Já as escolas particulares têm uma realidade diferente, que é confirmada por pesquisas, onde os jovens interpretam textos com mais facilidade. Dessa forma, quando o jovem entra na Universidade ele deve reeducar seus hábitos e ler com mais frequência porque isso é exigido, principalmente os estudantes de Comunicação. Há recursos, o que falta é o hábito.

Prefiro ler livros impressos porque não se torna maçante. Quando se trata de ler uma notícia ou qualquer outro texto, eu utilizo os meios virtuais, devido à praticidade. Ressalto que, o conteúdo que se busca na internet pode ser igual ou melhor que o impresso, depende de quem o procura.

Estamos sendo contaminados pelo vício dos textos curtos. Confesso que às vezes tenho preguiça de ler textos grandes, mas venho me esforçando desde que entrei na faculdade. Tenho certeza que a maioria de nós tem a internet como principal fonte de pesquisa. Durante a leitura nos deparamos com inúmeros links, que se não tomarmos cuidado nos impede de concentrar e aprofundar no assunto. Com isso, lemos sobre muitos assuntos, mas não sabemos nada sobre eles.

Para que a leitura torne-se um hábito deve haver uma mudança desde a infância, quando a criança começa a codificar algumas imagens e sons. Ela precisa ser estimulada. Nas escolas, é preciso ter um espaço para que as crianças leiam, todos os dias. É importante, também, ter uma conscientização e capacitação quanto ao uso da internet, porque se não for usada da maneira correta, ela pode ser um fator prejudicial para o aprendizado e desenvolvimento das pessoas. Realizar feiras com mais frequência e fazer doações de livros do gênero que as pessoas gostam, também é uma opção. Não adianta eu ganhar um livro sabendo que não tenho vontade de lê-lo.

As pessoas sabem que a leitura é importante para o seu desenvolvimento. Talvez a correria do dia-a-dia os deixem preguiçosos e faça com que inventem desculpas para não ler. Para os jornalistas, ter o hábito de ler é fundamental e se não lemos, com certeza vamos ficar para trás em nossas profissões.

                                                                                                              Ana Maria Reis



                                          http://www.youtube.com/watch?v=ASdHSmNGUoU
                                                          Campanha de incentivo à leitura

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Oscar Niemeyer morre aos 104 anos.


Oscar Niemeyer e o MAC. Imagem do google

O Arquiteto Oscar Niemeyer morreu hoje, aos 104 anos de idade. Conhecido pelos seus traços fora do comum, Niemeyer projetou obras magníficas dentro e fora do Brasil, como o  Parque do Ibirapuera, o Conjunto da Pampulha, Itamaraty, Palácio da Alvorada, entre outras. Ele também concorreu ao prêmio de "O maior brasileiro de todos os tempos", produzido pelo SBT neste ano, mas não chegou a final. Eu e meus colegas da faculdade fomos aos estúdios da Emissora assistir a disputa entre Niemeyer e Getúlio Vargas, na qual o ex presidente venceu com pouca diferença nos votos. Com certeza, Oscar nos deixou como exemplo o amor ao trabalho, porque produziu até os últimos meses de vida. 

Resenha crítica do filme: Uma onda no ar


Filme: "Uma onda no ar"
Produção: Brasil, 2002
Diretor: Helvécio Ratton


O filme "Uma onda no ar", dirigido por Helvécio Ratton, conta a trajetória de uma rádio comunitária criada em uma favela de Belo Horizonte. Em 92 minutos, a história nos leva a rever alguns conceitos que permeiam a sociedade brasileira e nos faz perceber que mesmo não sendo um país totalitarista, no Brasil ainda não há liberdade de expressão.

Baseada em fatos reais, a ideia de criar a Rádio Favela surgiu de um grupo de quatro amigos que morava no morro. Um deles, o Zequiel, estudava eletrônica e disse que seria capaz de montar os aparelhos, mas precisava dos materiais, que custariam caro; O Jorge, mais sonhador e empolgado, seria o locutor; Brau era artista de rua e logo criou um rap para tocar na rádio; Enquanto Roque estava animado, mas era revoltado com o Sistema e acabou se envolvendo no mundo do crime, em busca de dinheiro fácil e no desenrolar do filme, foi assassinado enquanto "trabalhava" no ponto de drogas.

Eles tinham o sonho de serem ouvidos por toda comunidade e também dar voz à ela, uma vez que as outras rádios não faziam isso. Isso nos faz pensar na importância de uma rádio comunitária, porque a nossa realidade são as rádios comerciais, que mesmo sendo regionais, não conseguem atender à todos os bairros de uma cidade.

Mesmo com toda a dificuldade para montar o transmissor e os outros aparelhos para a rádio, os amigos uniram-se e com a ajuda dos moradores da comunidade, conseguiram fazer a primeira transmissão, que contou com intensa divulgação na comunidade.

Com a aparelhagem simples, montada na casa de um dos amigos, a Rádio Favela foi ao ar propositalmente às 19:00h, horário da "Voz do Brasil". Eles não tinham nenhuma autorização do Ministério da Comunicações para fazerem a transmissão, mas mesmo sabendo dos riscos, não desistiram e continuaram com o projeto.

A linguagem era simples e o conteúdo, fantástico. Eles trabalhavam com utilidade pública e levavam os ouvintes a pensarem em questões sociais, que ninguém havia parado para refletir. Criticavam a elite e autoridades, como: políticos e policiais e expressavam suas opiniões sobre os mais variados assuntos. Davam espaço aos músicos para tocarem suas canções e divulgavam a cultura da comunidade. Lembrando que, tudo isso era feito ilegalmente e apenas com o apoio da comunidade local.

Com o tempo, a rádio e os jovens ganharam destaque, dentro e fora da favela. Com isso, as autoridades locais começaram a se preocupar e perseguir os idealizadores do programa, alegando interferir em outros meios de comunicação e que a população era induzida a ir contra o sistema . Jorge foi preso várias vezes. Quando a polícia ameaçava invadir o local de transmissão, a aparelhagem precisava ser levada de uma casa para outra, para que não fosse destruída.

A Rádio Favela sobreviveu à muitas situações em que poderia ser decretado o seu fim, como a falta de verba para a manutenção, carência de local apropriado e ações de vandalismo, por
parte de policiais. E só permaneceu porque Jorge, Zequiel e toda a comunidade se dedicaram e deram continuidade à rádio, que era para um bem comum.

É claro que o governo não irá autorizar facilmente a transmissão de uma rádio que critica suas ações e que dá liberdade para o povo explanar suas ideias para milhares de pessoas. Até porque é muito difícil encontrar uma emissora que não esteja envolvida em política e que não seja tendenciosa, onde sua única preocupação é o bem estar da sua comunidade. Se existir, é provável que sua transmissão seja rapidamente interrompida, e se não houver persistência, o veículo logo "quebra", porque os responsáveis também são cidadãos e precisam de dinheiro para sobreviver.

Quando o governo percebeu que a sociedade estava apoiando o trabalho dos rapazes do morro e a mídia já estava dando espaço para tal ideia, resolveram conceder autorização para a transmissão do programa e cancelar a perseguição. Ironicamente, em um ano de eleições.

O filme é um perfeito exemplo de uma rádio comunitária, onde a maior preocupação não é o retorno financeiro, e sim o prazer de fazer cidadania e ajudar sua própria comunidade. Além disso, eu acho que discutir as atitudes do governo é uma obrigação de todo cidadão. Dar oportunidade para que as pessoas se expressem é uma função dos meios de comunicação, mas que a maioria não faz corretamente. É discutindo sobre sua comunidade, sua cidade e país que as pessoas vão entender melhor o meio em que vivem.

                                                                                                    Ana Maria Reis

Vamos criar?




O jornalista é o profissional que não tem rotina nem jornada de trabalho - essas são informações básicas para quem pretende atuar na área. Produzir uma notícia não é tão simples quanto parece, é preciso muita organização dos diversos setores do veículo para que a historia seja contada da maneira mais completa e coerente. Isso serve para os jornalistas de todas as mídias.

Estava lendo um artigo do Jornalista e Blogueiro Ton Torres, do Blog Midia8,  que falava dos atuais estudantes de Jornalismo em relação às mídias digitais. No texto, o autor conta que observou uma falta de empreendedorismo nos estudantes, porque eles queriam começar a trabalhar na área, mas não cogitavam trabalhar como Freelancers ou em canais próprios, onde citou o blog. 

É comum que os atuais estudantes de jornalismo, inclusive eu, queiram trabalhar com o jornalismo mais tradicional, nas redações de grandes jornais ou desejam ser funcionários de grandes empresas de comunicação. Mas, ter um espaço para exercitar o seu papel de comunicador, desde já, é importantíssimo, independente dos temas. E é o que eu estou tentando fazer.

Talvez essa falta de empreendedorismo seja causada pelo medo do fracasso na criação de novas empresas ou porque os jovens não querem esperar para obter lucros, até porque requer tempo e muita paciência. Nós, jovens, esperamos resultados rápidos.

Vale lembrar que as ideias amadurecem durante os quatro anos de estudo e todo esse pensamento pode mudar. Quem sabe com todas as transformações no formato da geração de conteúdo e no decorrer do curso, os futuros jornalistas pensem mais na possibilidade de empreender. Mas é necessário muito incentivo.

"É gratificante trabalhar para uma grande mídia, porém mais gratificante ainda é criar uma mídia para chamar de sua" - Cleyton Carlos Torres (Blogmidia8).

                                                                                     Ana Maria Reis